sábado, 13 de novembro de 2010

Caravana - Rui Manuel Amaral

Sobre o livro
Caravana: um desfile de pequenos e grandes absurdos corporizados em pequenas criaturas de nomes estranhos. Uma fauna estranha mas nossa próxima, nossa vizinha, nossa irmã. A microficção portuguesa ganha em Rui Manuel Amaral, e nesta Caravana, a sua carta de alforria.

“Estamos tão habituados a sofrer ou a vergastar o absurdo do país, que nos esquecemos que há um absurdo maior, tão antigo quanto a humanidade e tão salutar quanto arreganhar os dentes à ordem do universo. Os micro-contos de Rui Amaral fazem-nos rir de uma forma metafísica e perfeitamente natural. Eis um autor que sabe que o absurdo é irmão gémeo da lógica do mundo, e não receia experimentar a sua companhia. Não há muitos em língua portuguesa. Devíamos tratá-lo como espécie protegida.”

Luís Mourão

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Exposição de LUÍS MELO

Rostos que nos olham, rostos pintados como olhares, ou neutralizados, nos seus traços, pelo olhar. Por vezes olhos apenas, olhos sem rosto, pintados como se exorbitassem os seus contornos, os próprios limites. Olhares que, até nos rostos de perfil, se voltam para nós, nos olham sempre de frente, e que assim nos interpelam, ou nos forçam a interpelá-los, olhos nos olhos. Tal é o tema, não exclusivo mas predominante, desta exposição de pintura de Luís Melo. O olhar. A sua luminosa obscuridade. A sua transparente ocultação. A evidente interioridade (que sentes?, em que pensas?) da sua exterioridade. A sua visível invisibilidade, ou o que nele, assim destacado pela pintura, abre a pintura a um para lá dela, a um para lá de toda a visualidade ou figuralidade, que é o espaço essencial da pintura.


Pintar o olhar – quer dizer, pintar aquilo mesmo a partir do que, ou em função do que, a pintura existe – é pois pintar, não só o não visível do visível, mas, mais ainda, o não visível do próprio olhar que vê o visível, o olhar como espírito, como provocação de outros (dos nossos) olhares, como interpelação. É isto, é esta interpelação, esta implicação do nosso próprio olhar (ou seja, do nosso espírito) nos olhares dos quadros, que a pintura de Luís Melo nos apresenta. Até mesmo o contraste entre a posição de perfil dos rostos e a posição frontal dos olhares, ou então entre o vago lineamento dos rostos, quase diluídos no fundo ou como plano de fundo, e as linhas bem marcadas dos olhos, reforça essa dimensão interpelante dos olhares ou, melhor, do Olhar, visto que não se trata aqui do olhar de alguém, de um olhar pessoal ou individual, mas do olhar como tal, como o traço de rostidade por excelência, e como o enigma de um rosto: o que num rosto vê e o que nele mais se vê, os olhos, o olhar, é também o que nele é menos visível ou «legível», o que mais se oculta, o que nos escapa ou se retrai no próprio acto de nos procurar, de nos interpelar, de cruzar o nosso olhar. Seek and hide.

A pintura de Luís Melo: evidência de uma «ilegibilidade» do olhar e com ela do rosto, do que um rosto «diz» («Read my lips» era o título da última exposição do pintor), de uma espiritualidade dos rostos constituída nessa ilegibilidade do olhar, e de um ver para lá do ver que constitui a visão da pintura. Read my eyes.

Lançamento revista MUSA, vol III, 13 Nov. 2010

No próximo dia 13 de Novembro (sábado) será lançado o III volume da Publicação Cultural do Distrito: “MUSA. MUSEUS, ARQUEOLOGIA & OUTROS PATRIMÓNIOS”, editada pelo Fórum Intermuseus do Distrito de Setúbal (FIDS) e Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS).


Local: Museu Agrícola da Atalaia (38º 42’ 29.61’’ N; 8º 55’ 23.92’’ O), Quinta Nova da Atalaia (concelho Montijo).

13 Novembro, 16h30

Iniciativa conjunta do MAEDS e da Câmara Municipal do Montijo

“Trata-se de um volume com o dobro das páginas (294 pp.) do volume anterior, com excelente apresentação gráfica, e conteúdos originais, que vai querer ler, consultar, ter na sua estante, partilhar com familiares e amigos e até mesmo oferecer como presente natalício. Terá a oportunidade de adquiri-lo por um preço muito especial praticado apenas no dia do lançamento.” (nota de imprensa MAEDS)

Fernando Carvalho no CPF


Exposição Vítor Arnaut/ WHO


agoraphobia


Exposição Vítor Arnaut/ WHO

Inauguração sábado, dia 6 de Novembro, às 16.00
Patente até 8 de Janeiro de 2011
O que caracteriza o trabalho de Vitor Arnaut são os espaços desabitados, gosta que provoquem no espectador uma espécie de mal-estar, já que estes espaços existem originalmente para serem povoados. Sem ninguém, chegam a parecer ameaçadores. Apesar da ausência, há, no entanto, vestígios mínimos da presença humana.


http://www.vitorarnaut.com/

Exposição individual de PAULO MENDES

REPRINT in REAL-TIME


Exposição individual de PAULO MENDES onde apresenta novos trabalhos em fotografia

GALERIA REFLEXUS
Inaugura Sábado 6 de Novembro às 16h
6 de Novembro _ 11 de Dezembro 2010

O Museu Municipal Mondim de Basto foi inaugurado no passado dia 30 de Outubro

O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Eng.º Rui Pedro Barreiro, inaugurou no passado dia 30 de Outubro, o Museu Municipal de Mondim de Basto, numa cerimónia marcada pela participação animada de grupos etnográficos do concelho e do trabalho ao vivo, de artesãos que manuseiam o linho, a tamancaria e a cestaria.


Trata-se de uma infra-estrutura composta por um conjunto de três edifícios que foram sendo construídos ao longo do século XX para realizar diversas tarefas agrícolas e que a autarquia se empenhou em preservar como meio de promoção da história e da memória colectiva desta região.

Como explicou o Presidente da Câmara, Humberto Cerqueira, “este museu reúne um interessante espólio geológico, arqueológico e etnográfico do concelho e da região, que reflecte a vontade clara de colaborarmos no estudo e defesa do nosso Património Cultural e Natural”.

—–

Museu Municipal de Mondim de Basto

Largo do Conde de Vila Real

4880-236 Mondim de Basto

Telf. 255389300

Nota: O Museu estará aberto ao público de terça a domingo, das 9,15 h às 12,15 h e 14,15 às 17,15h com entrada livre